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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fábulas Infantis

A "Sabe-Tudo" - Desconhecido - 8/3/2002
A águia e a seta - Esopo - 28/9/2004
A Baleia Alegre - Desconhecido - 8/2/2002
A Borboleta Orgulhosa - Desconhecido - 8/7/2000
A cigarra e as formigas - Esopo - 19/2/2004
A Coelhinha das Orelhas Grandes - Desconhecido - 8/4/2001
A Formiga e a Pomba - Esopo - 6/3/2004
A Galinha Ruiva - Penryhn Coussens - 8/7/2002
A gansa dos ovos de ouro - Esopo - 21/2/2004
A gralha vaidosa - Esopo - 6/7/2004
A lebre e a Tartaruga - La Fontaine - 20/2/2004
A lebre e a Tartaruga - Esopo - 20/1/2005
A menina do leite - La Fontaine - 1/3/2004
A Ovelha Negra - Desconhecido - 8/1/2001
A raposa e a cegonha - Esopo - 8/2/2004
A raposa e a mascara - Esopo - 10/1/2005
A raposa e as uvas - Esopo - 10/2/2004
A Raposa e o Corvo - Desconhecido - 8/11/2000
A raposa e o corvo - Esopo - 8/10/2002
A raposa e o leao - Esopo - 7/5/2004
A Regata - Desconhecido - 8/4/2002
A reunião geral dos ratos - Esopo - 23/7/2004
A rosa e a borboleta - Esopo - 26/2/2004
A Tartaruga e a Águia - Desconhecido - 8/9/2000
A velha e suas criadas - Esopo - 16/10/2004
As arvores e o machado - Esopo - 28/2/2004
As lebres, as raposas e as águias - Esopo - 4/3/2004
As rãs em busca de um rei - Esopo - 4/9/2004
O Abuso de Confiança - Desconhecido - 8/12/2001
O Asno e o Velho Pastor - Esopo - 29/4/2004
O astronomo - Esopo - 3/4/2004
O burro e o cachorrinho - Esopo - 20/3/2004
O burro e seu condutor - Esopo - 21/8/2004
O burro que vestiu a pele de um leão - Esopo - 14/4/2004
O Cachorro e sua Sombra - Esopo - 8/9/2002
O cachorro na manjedoura - Esopo - 8/6/2004
O Canguru Marinheiro - Desconhecido - 8/8/2001
O Canguru que Saltava para Trás - Desconhecido - 8/5/2000
O Cão Raivoso - Esopo - 9/3/2004
O Caracol Invejoso - Desconhecido - 8/7/2001
O Castor Desportista - Desconhecido - 8/5/2002
O Cavalo Descontente - Desconhecido - 8/6/2001
O Coala Sujo - Desconhecido - 8/5/2001
O Corvo e o Jarro - Esopo - 19/12/2007
O galo e a joia - Esopo - 25/3/2004
O galo e a raposa - Esopo - 8/11/2002
O garoto do "olha o lobo" - Esopo - 19/4/2004
O gato e o galo - Esopo - 24/6/2004
O gato, o galo e o ratinho - Esopo - 31/8/2004
O homem, seu filho e o burro - Esopo - 28/6/2004
O Ladrão e o Cão de Guarda - Esopo - 3/11/2009
O Leão Apaixonado - Esopo - 29/2/2008
O Leão e o Esquilo - Desconhecido - 8/2/2001
O leão e o mosquito - Esopo - 8/12/2002
O leão e o ratinho - Esopo - 13/2/2004
O Leão e os Três Touros - Esopo - 13/11/2009
O leopardo e a raposa - Esopo - 9/7/2004
O lobo e a cabra - Esopo - 21/6/2004
O lobo e a cegonha - Esopo - 20/11/2004
O lobo e o burro - Esopo - 16/12/2004
O lobo e o Cordeiro - La Fontaine - 14/2/2004
O Macaco e o Golfinho - Esopo - 8/8/2002
O Ouriço e o jogo da Cabra-cega - Desconhecido - 8/9/2001
O Parto da Montanha - Esopo - 11/10/2004
O Patinho Feio - Hans Christian Andersen - 4/7/2004
O Periquito Tagarela - Desconhecido - 8/1/2002
O pescador flautista - Esopo - 17/5/2004
O Pingüim Glutão - Desconhecido - 8/12/2000
O Professor Golfinho - Desconhecido - 8/8/2000
O rapaz e a moça inconstante - Esopo - 25/9/2004
O ratinho da cidade e o ratinho do campo - Esopo - 26/4/2004
O Riacho - Leonardo da Vinci - 16/2/2004
O sapo e o boi - Esopo - 14/3/2004
O Tempo Cura Tudo - Desconhecido - 4/4/2007
O Ursinho Desavergonhado - Desconhecido - 8/11/2001
O ursinho e as abelhas - Leonardo da Vinci - 24/2/2004
O Ursinho e o Mel - Desconhecido - 8/3/2001
O urso e a raposa - Esopo - 7/8/2004
O urso e as abelhas - Esopo - 13/7/2004
Os Bandidos - Desconhecido - 8/6/2002
Os Burros Espertos - Desconhecido - 8/6/2000
Os dois amiguinhos - Esopo - 20/7/2004
Os ladrões e o Galo - Esopo - 2/1/2005
Os meninos e as rãs - Esopo - 8/5/2003
Os Ratinhos Desobedientes - Desconhecido - 8/10/2000
Os viajantes e o urso - Esopo - 8/6/2003
Um Grande Cavalheiro - Desconhecido - 8/10/2001

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Barulho de Carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia …
Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz…
Autor Desconhecido

O Porteiro do Prostí­bulo
 Não havia no povoado pior ofí­cio do que ‘porteiro do prostí­bulo’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofí­cio.

Um dia, entrou como gerente do prostí­bulo um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse:

- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, Senhor – balbuciou – mas eu não sei ler nem escrever!


- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostí­bulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.

Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.

E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu í sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar … já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu í porta e disse:

- Olho, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está há dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias… aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.

Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que haviam vendido.

De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notí­cia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas.

Agora , como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.

Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc.
E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofí­cio. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha – disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! – disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder – disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… talvez… eu ainda seria o porteiro de um prostí­bulo!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

Lembre-se da sabedoria da água:
‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.’


A Ratoeira

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
“Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa.”
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
“Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”
O rato foi até o porco e disse a ele:
“Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.”
“Desculpe-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.”
O rato dirigiu-se então í vaca. E ela disse:
“O que Senhor Rata? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!”
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua ví­tima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.
A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral e o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
“O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe.”

O ferreiro
 “Era uma vez um ferreiro que”,
após uma juventude cheia de excessos,
resolveu entregar sua alma a Deus.
Durante muitos anos trabalhou com afinidade,
praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação,
nada parecia dar certo na sua vida.
Muito pelo contrário: seus problemas e dí­vidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difí­cil, comentou:
“É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar”.
“Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado”.
O ferreiro não respondeu imediatamente.
Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.
Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.
Eis o que disse o ferreiro:
“Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas”.
Você sabe como isto é feito?
Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.
Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.
Logo, ela é mergulhada numa balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
“Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente”.

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

“Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento”.
O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras.
E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.
Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.
“Mais uma pausa e o ferreiro concluíram”:
“Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições”.
Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá, e í às vezes sinto-me tão frio e insensí­vel como a água que faz sofrer o aço.
Mas a única coisa que peço é: ”
Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.
Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
O que há de mais?
O dia mais belo? HOJE
O maior obstáculo? O MEDO
A coisa mais fácil? ERRAR
O maior erro? O ABANDONO
A raiz de todos os males? O eco
A distração mais bela? O TRABALHO
A pior derrota? O DESÂNIMO
Os melhores professores? AS CRIANÇAS
A primeira necessidade? COMUNICAR-SE
O que mais lhe faz feliz? SER ÚTIL AOS DEMAIS
O maior mistério? A MORTE
O pior defeito? O MAU HUMOR
A pessoa mais perigosa? A MENTIROSA
O sentimento mais ruim? O RANCOR
O presente mais belo? O PERDÃO
O mais imprescindí­vel? O LAR
A rota mais rápida? O CAMINHO CERTO
A sensação mais agradável? A PAZ INTERIOR
A proteção mais afetiva? O SORRISO
O melhor remédio? O OTIMISMO
A maior satisfação? O DEVER CUMPRIDO
A força mais potente do mundo? A FÉ
As pessoas mais necessárias? OS PAIS
A mais bela de todas as coisas? O AMOR
A Maior das Virtudes e o Maior dos Vícios

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia í casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.

Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

““ Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está í venda no mercado.

““ Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

““ Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.

Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de lí­ngua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

““ Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

““ A lí­ngua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir. Pela lí­ngua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

““ Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior ví­cio do mundo?

““ É perfeitamente possí­vel, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior ví­cio de toda a terra.

Concedida à permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de lí­ngua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

““ Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a lí­ngua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos ví­cios. Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da lí­ngua, estabelecem-se as discussões infrutí­feras, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilí­brio social. Acaso podeis refutar o que digo? ““ indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antigüidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.


De Filho para o Pai Separado

Mesmo estando separados, eu me lembro de você, e sinto sua falta.
E sendo hoje o dia dos pais, eu pensei em lhe dizer o quanto
Você é importante para mim, e o quanto eu preciso do seu amor.
Acima de tudo pai, eu gosto de você, e quero lhe dar os parabéns
Pelo seu dia.
Sei que sua presença é importante, pois eu sinto a necessidade
Da figura paterna comigo. Sinto falta da amizade, do carinho que
De alguma forma eu quero ter.
Pai, sabe que são várias as razões que te afastaram de mim,
Mas não creio que você não deseje estar ao meu lado,
E juntos poderemos fazer tantas coisas boas, nos descobrirmos.
Contudo, quero lhe agradecer por mim, pois tenho objetivo,
E um deles é claro, é ter você e poder ser constante presença.
Parabéns pelo seu dia, e apesar de separados, querem que receba
Meu abraço verdadeiro com amor.

Feliz Dia dos Pais.
De quem veio ao mundo, por você.

Mensagem: O Cão Raivoso

Um cachorro costumava atacar de surpresa, e morder os calcanhares de quem encontrasse pela frente.
Então, seu dono pendurou um sino em seu pescoço, pois assim podia alertar as pessoas de sua presença, onde quer que esteja.
O cachorro cresceu orgulhoso, e vaidoso do seu sino, caminhava tilintando-o pela rua.
Um velho cão de caça então lhe disse:
Por que você se exibe tanto? Este sino que carrega, acredite, não é nenhuma honraria, mas antes disso, uma marca de desonra, um aviso público para que todas as pessoas o evitem por ser perigoso.

Moral da História:
Engana-se quem pensa que o fato de ser notório o tornará honrado.

Autor: Esopo

O Boi e a Rã

Um Boi, indo beber água num charco, acidentalmente pisa numa ninhada de rãs e esmaga uma delas.
xxxx
A mãe das Rãs, ao dar pela falta de um dos seus filhotes, pergunta aos seus irmãos o que aconteceu com ele.
Ele foi morto! Há poucos minutos atrás, uma grande Besta, com quatro enormes patas rachadas ao meio, veio até a lagoa e pisou em cima dele.
A mãe começa a inchar e pergunta:
A besta era maior do que eu estou agora?
Pare mãe, pare de inchar – Pede seu filho – não se aborreça, mas eu lhe asseguro, por mais que tente, você explodiria antes de conseguir imitar o tamanho daquele Monstro.

Visite: mensagens, papel de parede, filmes, vídeos
Moral da História:
Na maioria das vezes, as coisas insignificantes desviam nossa atenção do verdadeiro problema.

As Lebres e as Rãs

As lebres, animais tímidos por natureza, sentiam-se oprimidas com tanto acanhamento. Como viviam, na maior parte do tempo, com medo de tudo e de todos, frustradas e cansadas, resolveram dar um fim às suas angústias.
Então, de comum acordo, decidiram por fim às suas vidas. Concluíram que assim resolveriam todos os seus problemas. Combinaram então que se jogariam do alto de um penhasco, para as escuras e profundas águas de um lago.
Assim, quando correm para o abismo, várias Rãs que descansavam ocultas pela grama à beira do mesmo, tomadas de pavor ante o ruído de suas pisadas, desesperadas, pulam na água, em busca de proteção.
Ao ver o pavor que sentiam as Rãs em fuga, uma das Lebres diz às companheiras:
Não mais devemos fazer isso que combinamos minhas amigas! Sabemos agora, que existem criaturas mais medrosas que nós.
Moral da História: Julgar que nossos problemas são os mais importantes do mundo, não passa de ilusão.

Autor: Esopo

O Asno, a Raposa, e o Leão

O Asno e a Raposa fizeram um acordo, onde um protegeria o outro dos perigos. Assim entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe e logo encontraram um Leão.
A Raposa, vendo o perigo iminente, aproximou-se do Leão e lhe propôs um acordo. Ajudaria ele a capturar o Asno, desde que este lhe desse a sua palavra de honra, de que ela não seria molestada.
Diante da promessa do Leão, a Raposa atrai o Asno a uma gruta, e dizendo que ali ele estará em segurança, o convence a entrar.
O Leão ao ver já garantido o Asno que está encurralado na gruta, deu um bote e agarrou a Raposa. Mais tarde, quando estava com fome, voltou e atacou o Asno.

Moral da História:
O falso amigo convive apenas para tirar algum proveito do outro. Para obter êxito, usará da mentira e da deslealdade. Não respeitará sequer aqueles que chamam de aliados. Nunca confie em concorrentes que se dizem amigos.

A Mula


Uma mula, sempre folgada, pelo fato de não trabalhar e ainda assim receber uma generosa quantidade de milho como ração, vivia orgulhoso dentro do curral. Era pura vaidade, e comportava-se como se fosse o mais importante animal do grupo. E confiante, falava consigo mesma:
Meu pai certamente foi um grande e Belo Raça Pura. Sinto-me orgulhosa por ter herdado toda sua graciosidade, resistência, espírito e beleza.
Pouco tempo depois, ao ser levada a uma longa jornada, como simples animal de carga, cansada de tanto caminhar, exclama desconsolada:
Talvez tenha cometido um erro de avaliação. Meu pai, pode Ter sido apenas um simples Burro de carga.
Moral da História:
Ao desejar ser aquilo que não somos, estamos plantando dentro de nós a semente da frustração.

Autor: Esopo

A Raposa e as Uvas

Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas grades de uma viçosa videira, alguns cachos de Uvas negras e maduras.
Ela então usou de todos os seus dotes e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
Por fim deu meia volta e foi embora, e consolando a si mesma, meio desapontada disse:
Olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio.

Moral da História:
Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.