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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A cor de On

O planeta On tem uma cor muito bonita. A leveza desta cor está no fato dela ser muito viva, aumentando a beleza das coisas que existem no planeta.

Em On, o céu é azul, a terra é marrom, o mar é um pouco verde, um pouco azul, as flores têm várias cores, os pássaros também. São cores comuns, mas tem um brilho, uma força, que chegam a transmitir alegria.
É essa mistura de todas as cores que faz existir a cor de On, pois em cada cor entra



 um bocadinho de poesia para criar a cor maior, a cor que não tem nome.
Então os habitantes de On reuniram-se para dar nome a esta cor.
Foram sugeridos vários nomes: "cor geral" "grande cor", porém nenhuma foi aprovada.
Criaram então um concurso, para se achar o melhor nome para a cor de On.
pp
O concurso levou tempo, chegavam sugestões de todos os lugares. Porém nenhum nome sugerido havia ganho o concurso. O rei de On anuncia, muito triste, quando alguém na multidão diz:
- Que pena! É uma cor que trás tanta paz!
Pronto, o nome estava escolhido. 
A cor passou a chamar-se "paz", porque paz é a cor dos pássaros, das flores, da água, da brisa é a cor que ilumina a vida. A vida sem paz é escura e muito feia.
E o reinado de On pode pintar todos os seus encantos e recantos com aquela cor que havia ganho um nome: Paz.

A ratinha branca

Um dia a Rainha das Fadas convocou as suas súditas para uma importante reunião no palácio.
Todas compareceram envoltas em suas capas de veludo, guiando carruagens bordadas de ouro e prata.
Mas uma delas, Clara, ao ouvir o choro de umas criancinhas que viviam numa cabana solitária com tio Francisco, parou no meio do caminho.

A fada entrou no pobre casebre e acendeu a lareira. As crianças, aquecendo-se perto das chamas, contaram que seus pais haviam ido para a cidade trabalhar e que elas estavam morrendo de frio e de medo.

- Pois ficarei com vocês até seus pais voltarem - prometeu ela.

E assim fez. Quando foi embora, nervosa pelo castigo que poderia levar de sua soberana pelo atraso, esqueceu sua varinha mágica no interior da cabana.


A Rainha das Fadas, muito aborrecida, disse a clara:
- O quê?!
Além de você se atrasar para a reunião, ainda aparece sem sua varinha mágica?
Pois merece um castigo!

Depois de ouvir as explicações de Clara, a rainha disse às outras fadas:


- Agora já sei que Clara tem um bom motivo. Ela se atrasou, sim, mas por causa de seu bom coração. Por isso o castigo não será eterno. Durará apenas cem anos, durante os quais ela vagará pelo mundo transformada numa ratinha branca.



Por isso, amiguinhos, se por acaso vocês virem uma ratinha graciosa e de brancura deslumbrante, saibam que é Clara, que ainda está cumprindo seu castigo . . .
 

A troca do palhaço

Era uma vez um jovem príncipe que saiu de seu reino à procura de esposa. Ele gostava de flores brancas.


- Quando encontrar uma jovem que se chame Branca Flor, eu me casarei com ela.

        Após percorrer meio mundo, encontrou pelo caminho um circo.
As duas filhas do palhaço eram as bailarinas.
Ambas eram lindas, e uma delas parecia uma flor. Chamava-se Branca Flor.




O príncipe, muito emocionado, foi procurar o palhaço para dizer que havia se apaixonado pela sua filha.

- Na verdade não é minha filha - disse o palhaço. Minha esposa e eu a encontramos pequenina num campo de margaridas brancas. Demos a ela o nome de Branca Flor e a adotamos como filha.





- Pois bem; quero me casar com ela, mas não pretendo separá-los - disse o príncipe. Todos vocês podem viver comigo no palácio.
Bastante felizes, puseram-se a caminho do reino daquele príncipe encantador.
Aconteceu que, durante a viagem, o palhaço sentiu inveja que a escolhida não tivesse sido sua própria filha.


Ao chegar a um bosque, deixou Branca Flor lá e, uma vez no palácio, apresentou sua filha como se fosse a outra.

- Não é tão bonita como quando a vi dançar - disse o jovem, um tanto decepcionado.

- É o cansaço da viagem, senhor - explicou o palhaço. Ela logo se recuperará e ficará bela como antes.
No dia seguinte, o príncipe estava em seu quarto do palácio, um pouco triste, quando de repente entrou pela janela uma pombinha branca que levava uma margarida no bico.
O jovem teve a impressão de que ela estava tentando lhe dizer alguma coisa.
O príncipe decidiu que deveria seguí-la.
E assim chegou a um bosque onde ouviu barulho de soluços. Ao aproximar-se descobriu sua querida Branca Flor ao pé de uma árvore, bastante assustada. Abraçou-a cheio de alegria e, em cima de um cavalo branco, levou-a para o palácio.

Celebrou-se o casamento dos dois alegres jovens e Branca Flor perdoou o palhaço, pois amáva-o como se fosse seu pai, e o mesmo fez com sua irmã. Esta se casou com um cavaleiro da corte e todos viveram felizes para sempre, como nos contos de fada.

A rã e a vaca

Uma rã viu uma vaca. E achou linda, aquela vaca.

- Como ela é gorda! - dizia ela. - Como ela é grande! Eu sou muito pequena, coisa mais chata! Ah, eu queria tanto ser gorda como a vaca!

Aí a rãzinha começou a comer o máximo que conseguia para ver se ficava gorda, gorda como a vaca!
Às vezes ela nem sentia fome, mas comia assim mesmo e falava para a irmãzinha rã:
- Preste bem atenção, minha irmã, me diga se estou engordando, me diga se fiquei tão gorda quanto à vaca!
- Que nada! Você não é gorda como a vaca.
A rãzinha comeu mais ainda, e engordou bastante; quase nem conseguia mais saltar.

- E agora, já estou tão gorda quanto à vaca?
- Que nada! Você não é gorda como a vaca. Você é bem menor. Nunca na vida você vai ser tão gorda quanto à vaca.
Mas a rãzinha queria porque queria ficar tão gorda quanto à vaca. Aí começou a comer mais grama, mais moscas, e todas as comidas que encontrava pela frente.
E ela engordava. Quase nem conseguia mais andar.
Tinha virado uma rã gorda, gorda, mas não tão gorda quanto a vaca, e sua irmãzinha rã ficava zombando dela.
- Pode comer tudo que quiser, que não vai adiantar. Nunca na vida você vai ficar tão gorda quanto à vaca. Você é uma rãzinha, uma rãzinha pequena! Por que foi inventar de ficar tão gorda quanto à vaca?
Mas a rãzinha não dava a mínima para sua irmã. Continuava comendo.

E vocês sabem o que aconteceu?
Ela comeu demais, ficou doente e morreu.
Ah que bobinha, aquela rã invejosa! Por que ela não queria ser uma pequena rãzinha?

As rãs são muito simpáticas, pequenas daquele jeito . . .  Se fossem gordas como as vacas, seriam muito feias e não conseguiriam saltar na relva e se esconder debaixo das folhas ou no meio das plantas quando a gente tenta agarrá-las.