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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os brinquedos, diferentes tipos de brincadeiras e a importância do brincar no cotidiano da criança






JUSTIFICATIVA
Os brinquedos de hoje não exigem tanto o imaginário das crianças. Elas se fecham em seu mundo eletrônico e se acomodam para brincar, pois, os brinquedos não exigem deles maiores esforços, criatividade e gosto pelo brincar. Exigem por outro lado competição, o que está interferindo no comportamento da maioria das crianças. Elas estão se tornando agitadas, agressivas e competidoras.
Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia. O fato da criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons, e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras, as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção e a imaginação. Amadurecem algumas capacidades de socialização, por meio da interação, da utilização e experimentação de regras e papeis sociais.
Ao brincar de faz-de-conta, as crianças buscam imitar, imaginar, representar e comunicar de uma forma específica que uma coisa pode ser outra, que uma pessoa pode ser uma personagem, que uma criança pode ser um objeto ou um animal, que um lugar pode ser outro. Brincar, é assim, um espaço no qual se pode observar a coordenação das experiências prévias das crianças e aquilo que os objetos manipulados sugerem ou provocam no momento presente.
Brincar constitui-se, desta forma, em uma atividade interna das crianças, baseada no desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira.
A brincadeira faz com que a criança construa sua realidade, e perceba a possibilidade de mudança na sociedade, na qual ela faz parte. Existe uma compreensão do mundo e das atitudes humanas.
O brinquedo, visto como objeto, suporte da brincadeira, permite a criança criar,
imaginar e representar a realidade e as experiências por ela adquiridas.
Segundo Kishimoto, citado por Santos (1999, p. 24) “...um dos objetivos do brinquedo é dar a criança um substituto dos objetos reais, para que possa manipula-las”. Desta forma, o brinquedo é visto como representação das experiências, da realidade que a criança faz parte.
Uma das características principais do brinquedo.
Além disso, o brinquedo é visto como um fruto da imaginação. E através dele que a
criança pode tornar o mundo imaginário que ele criou.
Vygotsky (1989) afirma que:
“é enorme a influencia do brinquedo no desenvolvimento de uma criança...
é no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera”. 
 Do ponto de vista filosófico, o brincar é abordado como um mecanismo para contrapor à racionalidade. Sabe-seque a característica que define o ser humano é a razão e a emoção, mas foi a racionalidade que perdurou durante séculos como instrumento de autodeterminação da pessoa e proclamada como a sua especificidade, em detrimento da emoção.

Do ponto de vista sociológico, o brincar tem sido visto como a forma mais pura de inserção da criança na sociedade. Se o conhecimento social é a base sobre a qual os grupos sociais chegam a um acordo a respeito das convenções estabelecidas pelo próprio grupo, os valores, crenças, hábitos, e modos de produção são conhecimentos assimilados pela criança através da brincadeira e do uso do objeto brinquedo, que é produzido pelo homem e colocado a disposição da criança.

Do ponto de vista psicológico, o brincar está presente em todo o desenvolvimento da criança nas diferentes formas de modificação de seu comportamento; pois na formação da personalidade, nas motivações, as interações criança/família e criança/sociedade estão associadas aos efeitos do brincar.

Do ponto de vista da criatividade, tanto o ato de brincar como o ato criativo estão centrados na busca do “eu”. É uma busca constante para descobrir algo novo. É no brincar que se pode ser criativo, e é no criar que se brinca com as imagens, símbolos, signos. A criança que é estimulada a brincar com liberdade terá grandes possibilidades de se transformar num adulto criativo.

Do ponto de vista psicoterapeutico o brincar tem a função de entender a criança nos seus processos de crescimento e de remoção dos bloqueios do desenvolvimento, que se tornam evidentes. O brincar é universal, é a própria saúde, facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais. É uma forma de comunicação consigo mesma e com os outros, por si só é uma terapia.
Do ponto de vista pedagógico o brincar tem-se revelado como uma estratégia
poderosa, para a criança aprender.
Por que brincar?

Brincar é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano. Brincar é coisa séria porque na brincadeira não há trapaça, há sinceridade, engajamento voluntário e doação. Brincando nos reequilibramos, reciclamos nossas emoções e nossa necessidade de conhecer e reinventar.

É brincando que a criança mergulha na vida, sentindo-as nas dimensões de suas possibilidades. A brincadeira espontânea proporciona oportunidades de transferências significativas que resgatam situações conflituosas.
Sugestões de brincadeiras
Cata-vento:
Para crianças de dois a cinco anos.
Objetivos: desenvolver a curiosidade, perceber os fenômenos da natureza e a mistura de
cores gerada pelo movimento.
Descrição: o cata-vento é próprio para brincadeiras ao ar livre.
Material: palito de churrasco, vareta, taquara, cartolina colorida, caneta hidrocor ou tinta
guache, prego ou percevejo.
Confecção: selecione uma vareta. Corte um quadrado de cartolina (10cm x 10cm), traçar

linhas retas unindo todos os cantos e marcando o centro, formando assim quatro triângulos. Pintar cada triângulo de uma cor. Cortar o quadrado pelas linhas até 2cm antes de chegar ao centro. Unir, alternamente, os extremos dos triângulos ao centro e pregar com percevejo ou prego na vareta.
Como brincar: entregar o cata-vento para a criança e incentivá-la a correr para observar
o brinquedo girar.
O baú de roupas

Para crianças de 2 a 7 anos.
Objetivos: desenvolver a imaginação e o “faz-de-conta”.
Desenvolvimento: as crianças retiram do baú roupas e acessórios de adultos. Cada

criança veste a roupa escolhida. Organize um desfile de modas ou faça com que ela dramatize situações. Os menores podem apenas se fantasiar. Não esqueça de levá-los até o espelho para se enxergarem, pois terão reações diversas, como: medo, alegria, estranheza. Converse sobre tais sentimentos. Caso a criança comece a chorar retire a fantasia.
Jogo de boliche

Para crianças de 2 a 7 anos.
Objetivos: desenvolver a percepção visuo-motora.
Materiais: as crianças precisarão de 6 a 10 garrafas pet limpas. Coloquem no fundo das
garrafas uma porção de areia. Rasguem papel colorido e também coloquem dentro das
garrafas. Fechem as garrafas. Confeccionem uma bola de meia ou jornal.
Desenvolvimento: agrupem as garrafas e a uma distância de 2 metros joguem a bola.
Vejam quantas garrafas foram derrubadas. Ganha o jogo quem derrubar mais garrafas.
Por que brinquedos?
“Os brinquedos são meios intermediários entre a realidade da vida que a criança não
pode abarcar e a sua natural fragilidade.” (SEGUIN)
O brinquedo é um convite ao brincar, porque facilita e enriquece a brincadeira,
proporcionando desafio e motivação.

Ao ver o brinquedo, a criança é tocada pela sua proposta; reconhece umas coisas, descobre outras, experimenta e reinventa; analisa, compara e cria. Sua imaginação se desenvolve e suas habilidades também. Enriquecendo seu mundo interior, tem mais coisas a comunicar e pode, cada vez mais, participar do mundo que a cerca.
Brinquedos que podem ser construídos de acordo com a faixa etária
0 a 3 meses:

Móbile visual;
Bracelete sonoro;
Chocalho;
Rolo de espuma.
4 a 6 meses:

Móbile sonoro;
Espelho;
Cinturão de berço;
Rolo de espuma.
7 a 12 meses:

Tapete das sensações;
Minitúnel;
Torre simples;
Encaixe;
Rolo de espuma.
1 a 2 anos:

Caleidoscópio;
Percursos motores;
Brinquedo de puxar;
Livro de pano;
Fantoche de dedo;
Revista.
2 a 3 anos:

Casinha de boneca;
Baú da fantasia;
Boneca de pano;
Memória tátil;
Memória visual;
Memória auditiva;
Memória de peso;
Baralho de imitação;
Quebra-cabeça;
Cada cor no seu lugar;
Dado do tempo;
Mundo colorido;
Cata-vento;
Saco surpresa.

AVALIAÇÃO

Através das construções dos brinquedos, debates sobre a importância do brincar no cotidiano das crianças, pesquisas sobre as diferentes brincadeiras, aprendemos que a medida em que a criança brinca, ela também trabalha o seu estado físico e psicológico. E as brincadeiras podem ser usadas também como auxílio na aprendizagem, onde a professora pode estar trabalhando assuntos diversos por meio de atividades lúdicas com seus alunos, deixando a aula mais interessante. E enquanto as crianças estarão se divertindo, sem perceber, também estarão aprendendo determinados assuntos mais facilmente. Além disso, as brincadeiras lúdicas tornam a criança mais disposta, atenciosa e dinâmica, fazendo florescer nela a criatividade.

Por meio deste projeto, também concluímos que as sucatas, com a ajuda da nossa criatividade, podem ser muito úteis para a construção de brinquedos diversos, que poderão ser usados pelas crianças em suas brincadeiras. E ao mesmo tempo, estarão colaborando muito na preservação do meio ambiente.

Pedagogia de Projetos


O que são projetos?

São inúmeras as atividades humanas nas quais, atualmente, a idéia de projetos está colocada como uma nova forma de organizar e realizar as atividades profissionais.

Profissionais dotados de maior autonomia para tomar decisões, valorização do trabalho em grupo, desenvolvimento de vínculos de solidariedade e aprendizado constante são algumas das características incentivadas pela realização de projetos de trabalho. Em uma equipe que trabalha com vistas a realizar um projeto, são mais importantes a solidariedade e o cuidado com a contribuição de cada um para o todo, do que os níveis hierárquicos. A questão não é quem manda em quem, mas se o projeto está se tornando realidade.

Entendendo a idéia de projeto...

A palavra projeto tem sido muito utilizada em várias áreas de atuação profissional. Nas escolas, falar em projeto pedagógico já se tornou moda há algum tempo. Mas, afinal, o que é um projeto? Qual das afirmações a seguir você acha mais correta?

Projeto é intenção, pretensão, sonho: “Meu projeto é comprar uma casa” .

Projeto é doutrina, filosofia, diretriz: “Meu projeto de país é muito diferente” .

Projeto é idéia ou concepção de produto ou serviço: “Estes dois carros são projetos muito semelhantes” .
Projeto é esboço ou proposta: “Todos têm o direito de apresentar um projeto de lei ao Congresso”.

Projeto é desenho para orientar construção: “Já aprovei e pedi ao arquiteto que detalhasse o projeto”.

Projeto é empreendimento com investimento: “A Prefeitura vai construir novo projeto habitacional” .

Projeto é atividade organizada com o objetivo de resolver um problema: “Precisamos iniciar o projeto de desenvolvimento de um novo motor, menos poluente”.

Projeto é um tipo de organização temporária, criada para realizar uma atividade finita: “Aquele pessoal é a equipe do projeto do novo motor”.

Todas as definições são corretas e abrangem significados do termo projeto. Neste texto, interessam os dois últimos, que definem projeto do ponto de vista do gerenciamento e administração. Projeto é atividade organizada, que tem por objetivo resolver um problema.

Uma importante distinção: projetos são diferentes de atividades funcionais.

Atividades funcionais são regulares (repetem-se sempre do mesmo modo, com pequenas variações) e são também “intermináveis”, ou seja, não têm perspectiva de serem finalizadas.
Já os projetos têm as seguintes características:
  • Objetivo definido em função de um problema, cuja solução é o critério para definir seu grau de sucesso.
  • Em geral, são realizados em função de uma necessidade específica, um problema.
  • São finitos: têm começo e término programados. Solucionado o problema, o projeto termina.
  • São “irregulares”, ou seja, fogem da rotina.


Optar pela criação e implementação de um projeto, para resolver determinado problema que se tem pela frente, é uma decisão gerencial, que depende de critérios. No transcorrer do trabalho cotidiano, os profissionais envolvidos percebem problemas que atrapalham o bom desenvolvimento das ações. Esse é um exemplo de situação em que a criação e implementação de um projeto podem ajudar a resolver um determinado problema e, em conseqüência, colaborar de maneira decisiva para o trabalho em geral.

Um exemplo real: Em uma escola estadual da periferia da cidade de São Paulo, professores e direção constataram a necessidade de melhorar muito os serviços da cantina. Organizaram a partir daí um “projeto para nova cantina”. Em seguida, escolheram a comissão de educadores e pais que iria implementar o projeto.
Em poucas semanas, a equipe já havia organizado uma concorrência para admitir novos administradores para a cantina. Com o esforço pessoal da diretora da escola, a comissão conseguiu uma verba junto à Secretaria de Estado da Educação para a reforma da cantina. Depois de três meses, a nova cantina já estava em funcionamento. É importante ressaltar que a verba foi conseguida pela escola graças a uma pesquisa anterior dos participantes do projeto. Pesquisando junto aos órgãos da Secretaria, o grupo descobriu que havia um fundo destinado à construção ou reforma de cantinas e outros equipamentos escolares. Essa experiência ilustra bem uma das características de um bom projeto, ou seja, a capacidade de conseguir os recursos materiais, financeiros ou humanos necessários para a sua conclusão. A equipe de educadores de uma escola, além de considerar os projetos do ponto de vista didático, deve sempre estar atenta para os diversos problemas que existem ou surgem no trabalho e que podem ser resolvidos com a criação e implementação de um projeto
Problemas comuns na implementação de projetos

Nenhuma abordagem, por mais sofisticada, assegura o êxito de um projeto. Muitas vezes, um detalhe põe tudo a perder. Há problemas que devem ser evitados:
  • Objetivo confuso . Projeto com objetivo confuso tem alta probabilidade de fracasso. Não se sabendo onde se deve chegar, não se chega a lugar nenhum. O objetivo confuso pode ter várias origens: 1. O problema não foi estudado e entendido corretamente. Houve pressa em iniciar, sem clareza do problema. 2. Coordenador e equipe não entendem o problema e fazem suposições incorretas sobre o resultado a ser alcançado. 3. Objetivo claro, mas não coerente com o problema. O resultado a ser alcançado é incompatível com o problema.
  • Execução confusa . As condições de execução tornam-se confusas nas situações a seguir: 1. As regras de decisão são imprecisas. Não há políticas nem procedimentos para resolver problemas e conflitos. 2. Autoridade e responsabilidade estão indefinidas. Não se sabe direito quem tem poderes e atribuições para quê. 3. Atividades não são coerentes com o objetivo. Isso pode ocorrer mesmo quando o problema e o objetivo são coerentes. 4. A previsão de recursos é incoerente com as atividades. Os recursos podem ter sido subestimados ou superestimados. 5. A atividade avança muito sem que pelo menos as intenções básicas do projeto estejam bem definidas.
  • Falhas na execução : Projetos podem ser muito bem planejados e organizados, mas isso ainda não é garantia de sucesso. Podem ocorrer falhas na execução.
Uma das mais comuns é a seguinte: um detalhe vital não funciona e põe tudo a perder, simplesmente porque todo mundo achou que era importante demais e que outra pessoa iria cuidar daquilo.
Condições para o êxito

A experiência mostra que as seguintes condições afetam positivamente a probabilidade de sucesso do projeto:
  • Definição do problema . Projetos bem sucedidos, de forma geral, são definidos a partir do problema a ser resolvido e da clareza com que se define a solução do problema. O mais importante é definir com clareza os objetivos do projeto. Uma vez decidida a realização de um projeto, deve-se discutir exaustivamente como o problema pode ser resolvido e as características do resultado final, descritas nos objetivos do projeto ou em suas metas. Sempre que possível, o próprio título do projeto deve indicar as características do resultado final. Por exemplo: reforma, instalação e colocação em funcionamento da cantina escolar. Quanto mais tarde se deixa para realizar essas discussões e definições, mais difícil se torna a implementação do projeto.
  • Envolvimento da equipe. Quanto mais o projeto representa um desafio para a equipe envolvida, maior é a probabilidade de que venha a ter sucesso. Projetos bem sucedidos criam na equipe uma sensação de propriedade: “Este é o nosso projeto, o problema que temos de resolver”.
Cuidados para o bom desenvolvimento de projetos
Criar um projeto é definir um resultado a ser alcançado

Existem situações em que os resultados de um projeto são fáceis de definir. Por exemplo, em meados de maio, muitas escolas começam a pensar na festa junina. Para que não seja apenas um evento, pode-se então desenvolver um projeto para planejar, organizar e realizar uma festa junina que envolva toda a comunidade escolar . Em casos assim, os resultados bem definidos orientam o planejamento e a implementação do projeto. Para fazer uma festa junina é preciso escolher uma data e pensar nos preparativos: decoração da escola, quadrilha, venda de refrigerantes e comidas (quais?), jogos (derrubar latas com bolas de meia, coelho que entra na casa, argola, etc.). É preciso pensar ainda na divulgação externa (faixas, cartazes, rádio local, jornal do bairro, carta aos pais e responsáveis) e interna (comunicação aos alunos, professores e funcionários). Em muitas escolas pode ser necessário, em uma festa na qual a escola permanecerá aberta, pedir a presença de policiais para evitar ocorrências indesejáveis. Para cada um dos itens mencionados acima é preciso haver pessoas que se responsabilizem por sua resolução. É fundamental destacar que  esta e outras festividades que têm origem na tradição popular devem ser sempre contextualizadas, possibilitando um enfoque enriquecedor e envolvendo a família e toda a comunidade.

Outros casos em que os resultados do projeto já estão definidos pela própria situação: limpeza e pintura das paredes externas da escola; mutirão de limpeza das áreas externas da escola (pátio, jardins, quadras, corredores, etc.);
mutirão para a remodelação dos jardins da escola; organização e realização de um torneio de voleibol entre as turmas de Ensino Médio; organização e realização de um festival de música aberto a todos os alunos, professores, funcionários e familiares de alunos. Porém, nem sempre as coisas são tão simples assim. Quando o problema é o que fazer para acabar com depredações nas instalações da escola, ou como diminuir o número de alunos em recuperação nas quintas séries, ou ainda, como conseguir a participação das famílias dos alunos na vida escolar, as coisas se tornam mais complicadas. É preciso, então, refletir sobre os problemas e pensar em quais podem ser os resultados esperados para um projeto, pois este é o primeiro passo para planejar e implementar esse projeto com grandes possibilidades de êxito.
A implementação do projeto e a avaliação permanente

O projeto começa a se tornar uma realidade, diversas pessoas já estão em plena atividade resolvendo problemas, tomando providências, realizando tarefas necessárias à consecução dos objetivos. Durante esse período de implementação do projeto, é muito importante que a equipe, liderada pelo coordenador, mantenha-se atenta à execução do cronograma, acompanhando se as coisas estão dando certo, se o que foi imaginado está se realizando.
O papel do coordenador nesse processo é muito importante , pois essa preocupação com a avaliação deve estar presente todo o tempo, desde o começo da execução do cronograma, e não somente quando o projeto está no final, ou quando as coisas já não deram certo. Por exemplo, se uma tarefa deve estar pronta dentro de uma semana e ainda não há perspectivas de ser resolvida, o coordenador precisa chamar o responsável, ver o que está acontecendo, se a pessoa precisa de ajuda, se há algum problema relacionado com a própria tarefa e se tudo estará resolvido no prazo previsto. A avaliação permanente deve se concretizar em ações corretivas, assim, se for preciso, o coordenador deve tomar as providências necessárias para que a tarefa esteja feita no prazo.
Perguntas e providências que auxiliam no planejamento e implementação de projetos

Quais as tarefas e providências necessárias à implementação do projeto e quando elas devem ocorrer?

O que não pode ser esquecido, pois poria tudo a perder?

Itens do planejamento que não devem ser esquecidos:
  • Todo bom plano de trabalho tem um cronograma, no qual todas as tarefas e providências estão relacionadas, com data de início, final e nome dos responsáveis.
  • Fechando o cronograma, encontram-se os resultados do projeto e a data planejada para sua finalização.
  • Relacionada a cada tarefa ou providência, aparece(m) o(s) nome(s) do(s) responsável(is) pela sua execução.
  • Um bom cronograma de implementação deve estabelecer os momentos em que a equipe irá se reunir com o propósito principal de avaliar a execução do plano e verificar se o que foi imaginado está acontecendo, ou se há necessidade de alterar tarefas, providências e prazos.
Os projetos no espaço escolar

Em uma escola, os projetos podem ser utilizados em vários aspectos diferentes do trabalho. Pode-se desenvolver projetos em trabalhos da administração escolar, em ações de apoio ao trabalho pedagógico e em outros aspectos do funcionamento escolar que não envolvem o ensino diretamente. Já os projetos didáticos têm por meta principal o ensino de alguns conteúdos predeterminados e neles a participação dos alunos é, evidentemente, indispensável.

Professores, equipe técnica, direção e pais podem utilizar a idéia de projeto para planejar, organizar e realizar uma festa na escola, uma feira cultural ou um festival de música. Nesses casos, a participação de alunos deve ser decidida pelos educadores. Os alunos podem estar presentes desde o planejamento, ou serem convidados a colaborar somente no momento da realização. Os objetivos educativos relacionados ao projeto é que devem orientar os educadores quanto à participação de alunos nesses casos.
A presença de um coordenador de projeto também deve ser uma decisão relacionada ao tipo de projeto e seus objetivos. Nos projetos didáticos, os alunos geralmente desenvolvem suas atividades organizados em equipes. O trabalho em equipe deve ser considerado no planejamento anterior feito pelos professores. É preciso considerar se os alunos já têm autonomia suficiente para desenvolver as principais tarefas relativas ao desenvolvimento do projeto, ou se os professores envolvidos deverão acompanhar os alunos em algumas delas. A própria existência de um coordenador de equipe deve ser decidida em função dos objetivos educativos relacionados ao projeto. Nos projetos didáticos desenvolvidos com alunos das séries iniciais, por exemplo, o trabalho do coordenador é geralmente feito pela própria professora que, por sua vez, compartilha as decisões com seus alunos.
Quando os projetos são desenvolvidos pelos educadores e funcionários, com objetivos relacionados ao trabalho desses profissionais, a existência de um
coordenador de projetos é importante. O coordenador tem como principal função controlar o desenvolvimento das tarefas necessárias à boa implementação do projeto. Ter certeza que todas as tarefas têm um responsável por sua execução, controlar o cronograma de trabalhos evitando atrasos e auxiliando os responsáveis, quando necessário, são algumas responsabilidades do coordenador. Quando o projeto necessita recursos financeiros, o coordenador deve também controlar o orçamento, com ou sem auxílio de outras pessoas.
Os projetos didáticos na escola de Ensino Fundamental

A professora Delia Lerner, em seu texto “É possível ler na escola?” nos mostra que o planejamento do ensino pode ser organizado a partir de quatro diferentes modalidades de ensino: as atividades seqüenciadas, as atividades permanentes, os projetos didáticos e as situações independentes.

As atividades seqüenciadas são situações didáticas articuladas, que sempre possuem uma seqüência de atividades, cujo principal critério de organização é o nível de dificuldade, e que estão sempre voltadas ao ensino de um conteúdo pré-selecionado. Têm um tempo de duração variável, que depende do conteúdo que se está ensinando.
As atividades permanentes são situações didáticas propostas com regularidade, cujo objetivo principal é a construção de atitudes e o desenvolvimento de hábitos. Promover o gosto pela leitura e a escrita, aprender a ler o jornal diário são aprendizagens que podem ser desenvolvidas a partir de atividades permanentes. A principal característica dessas atividades é que elas se repetem sistematicamente em horários preestabelecidos com os alunos, podendo ser diárias, semanais ou quinzenais. São exemplos dessas modalidades de ensino a roda de leitura de jornais, a leitura compartilhada, a hora da notícia, etc.
As situações independentes são situações ocasionais em que algum conteúdo importante está em jogo e deve ser trabalhado em sala de aula. Mesmo que esse conteúdo não tenha uma relação direta com o que está sendo tratado nas seqüências didáticas ou nos projetos. Têm tempo de duração variável, podendo ser um assunto que está interessando à comunidade escolar em um determinado momento, ou mesmo uma discussão sobre um livro trazido à classe por um aluno.

Já os projetos didáticos são situações que partem de um desafio, de uma situação-problema e que sempre têm como um de seus objetivos um produto final. Na maioria dos casos, os projetos envolvem mais de uma área de conhecimento sendo, portanto, interdisciplinares.

A seguir, comentamos as principais características didáticas e pedagógicas dos projetos didáticos.

Uma unidade didática é “um conjunto ordenado de atividades, estruturadas e articuladas para a consecução de um objetivo educativo em relação a um conteúdo concreto.” (Ver Construtivismo na Sala de Aula , Cesar Coll e outros, editora Ática, 1996, capítulo 6: Os enfoques didáticos ).

Quando os educadores planejam uma unidade didática, pensando em como os conteúdos podem ser trabalhados com os alunos, as propostas de ensino podem ser organizadas de duas formas básicas:
  1. Uma unidade didática simples, ou
  2. Uma unidade didática organizada como projeto.
Nos dois casos, o planejamento da unidade didática deve conter:
  • Uma definição clara dos conteúdos a serem ensinados e seus respectivos objetivos educativos, isto é, o enfoque e a profundidade com que o processo de aprendizagem deve ocorrer. (Um objetivo em educação é sempre um processo de crescimento pessoal que se pretende proporcionar ao aluno por meio do ensino.)
  • Uma seqüência ordenada de atividades que serão propostas aos alunos com o propósito de atingir os objetivos relacionados acima.
  • Uma avaliação permanente das propostas de ensino e dos processos de aprendizagem que ocorrem durante todo o desenvolvimento da unidade.
  • Tanto na unidade didática simples, quanto nos projetos, o educador deve sempre considerar algumas preocupações relacionadas à concepção construtivista de aprendizagem escolar (Ver Construtivismo na Sala de Aula , Cesar Coll e outros, editora Ática, 1996, capítulo 1: Os professores e a concepção construtivista), tais como:
  • Para agir, o professor deve considerar o estado inicial de seus estudantes, a partir do qual ele construirá situações de ensino com o propósito de desencadear nos alunos um processo cognitivo e afetivo que envolva os conteúdos escolhidos, de modo a provocar aprendizagens significativas relacionadas a esses conteúdos.
  • O estado inicial dos alunos é definido pelos conhecimentos anteriores que eles possuem sobre os conteúdos envolvidos em cada proposta de ensino. Conhecimentos esses que serão a base a partir da qual os alunos poderão fazer relações e construir significados para aquilo que estão aprendendo.
  • Para que haja desenvolvimento integral do cidadão, é preciso que os alunos aprendam também o que é aprender . Esta preocupação deve se refletir na prática pedagógica através de aprendizagens que permitam realizar reflexões de natureza metacognitiva, isto é, aquelas que tratam de explicar o que se está fazendo para aprender e por quê. A Concepção Construtivista da Educação Escolar diferencia-se de outras concepções educacionais por considerar que pensar-se como estudante é um CONTEÚDO da educação, incluindo aqui, ainda, o desenvolvimento da autonomia intelectual desse estudante.
Mas, o que DIFERENCIA uma unidade didática simples, de uma unidade didática desenvolvida por projeto?

A principal resposta a essa questão é: em um projeto há uma idéia, uma possibilidade de realização, uma meta , um querer que orienta e dá sentido às ações que se realizam com a intenção de transformar a meta (o sonho) em realidade.

Num projeto há sempre um futuro que pode tornar compreensível e dar sentido a todo o esforço de busca de informações e construção de novos conhecimentos.
“[...] o projeto é a possibilidade eleita. Aquela que está orientada para a ‘realização', palavra magnífica que deveria reservar-se para a livre ação humana.” (Teoria da Inteligência Criadora, José Antonio Marina, Editorial Caminho, Lisboa, 1995, p.168.)
“Esta é a segunda tese deste livro, que pode enunciar-se assim: a pessoa inteligente dirige a sua conduta mediante projetos, e isso permite-lhe aceder a uma liberdade criadora.” [...] Criar é submeter as operações mentais a um projeto criador.”(Idem, p.169.)
“A primeira componente do projeto é a meta, o objetivo antecipado pelo sujeito, como fim a realizar.” (Idem, p. 178.)
Nesse sentido, em uma unidade didática desenvolvida por projeto, todos os alunos devem conhecer e compreender qual é a idéia que está sendo posta em prática, todos devem conhecer e compreender a meta: fazer um livro; preparar uma campanha de esclarecimento; organizar um passeio ecológico.

Esse conhecimento inicial da meta que dá origem ao projeto é fundamental para que os alunos possam compreender as decisões que vão sendo tomadas durante a realização do mesmo. Durante o desenrolar do projeto, deve-se estabelecer uma cumplicidade de propósitos entre os alunos e destes com o(s) professor(es), provocando o surgimento de um ambiente de trabalho criativo, no qual cada indivíduo pode contribuir com suas aptidões, ou estar disposto a enfrentar o esforço de aprender algo novo e que se mostrou necessário em função do próprio projeto.
O trabalho com projetos pode dar conta de alguns objetivos educacionais com maior profundidade, em particular o desenvolvimento da autonomia intelectual, o aprender a aprender, o desenvolvimento da organização individual e coletiva, bem como a capacidade de tomar decisões e fazer escolhas com o propósito de realizar pequenos ou grandes projetos pessoais.

Para que o trabalho com projetos dê bons resultados, o professor deve tomar alguns cuidados, além daqueles necessários em qualquer situação de ensino:
  • O projeto precisa estar bem definido, ou seja, alunos e professores devem ter uma idéia bem clara daquilo que se vai fazer, a meta: um objeto (livro, maquete, desenho, cartaz, escultura) ou uma ação (passeio, campanha, seminário, show musical).
  • É a idéia básica do projeto (a meta, o sonho) que determina e justifica as fases do projeto. Essas fases podem envolver estudo, pesquisa, construção, ensaio, e todas a ações que forem necessárias para a realização do projeto.
    Nesse sentido, costuma-se dizer que, para ser um projeto, o desenvolvimento do trabalho na sala de aula deve ter a participação dos alunos em algumas decisões, para que eles aprendam também a analisar situações, tomar decisões e ter a experiência de pôr em prática o que foi planejado. Dizendo de outro modo: no desenvolvimento de um projeto, as decisões devem ser partilhadas entre professor e alunos. Mesmo as decisões que são tomadas previamente pelo professor devem ser explicadas e justificadas, ou seja partilhadas com os alunos, tendo como referência a realização do projeto.
É sempre importante que os professores comentem com seus alunos as semelhanças e diferenças que existem entre o projeto desenvolvido na escola pelos alunos, e o mesmo tipo de projeto quando é desenvolvido em situações reais, naquilo que podemos chamar “mundo real”. 
NOTAS:
Adaptado do texto Gestão de projetos , presente no livro Gestão da Escola , do Programa de Melhoria do Desempenho da Rede Municipal de Ensino de São Paulo; iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em convênio com a Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo, 1999.

domingo, 10 de julho de 2011

BICHINHOS DE JARDIM MODELOS PROJETOS

PROJETO BICHINHOS DE JARDIM



PROJETO “BICHOS DE JARDIM: Preservando a natureza e pensando no futuro.”





Fase II – 5 anos

Duração: ano de 2011

JUSTIFICATIVA



Os jardins despertam a atenção das crianças por ser um espaço que, além de bonito, é vivo, cheio de plantas e povoado por formigas, minhoca, borboletas e outros bichos que despertam um real fascínio e curiosidade nas crianças.

Para atender aos interesses das crianças e contribuir para ampliação de seus conhecimentos propomos o Projeto Bichos de Jardim, pois permite tanto valorizar o espaço jardim quanto conhecer os bichos que ali moram, dando as crianças a oportunidade de desenvolver atitudes de respeito e preservação com o meio ambiente e com os animais.



O produto final do Projeto será a realização de um caderno coletivo de registro apresentado na exposição dos trabalhos da escola.



OBJETIVO GERAL

 Construir conhecimentos sobre o universo do jardim e os bichos que o compõem envolvendo a prática de observação, comparação de um jardim e do terrário construído pelo grupo, cuidados com o mesmo, e descoberta de curiosidades. Desta forma despertar a consciência dos cuidados com a natureza e com o meio em que vivemos.



INTERVENÇÃO I

Objetivo

 Conhecer o Projeto de Natureza e Sociedade – BICHOS DE JARDIM e levantar os conhecimentos prévios acerca do tema.

 Visitar uma biblioteca para pesquisar sobre o tema que vamos estudar.

 Visitar um jardim pra observação e levantamento de dados para o estudo.



1ª Atividade

• Roda de conversa para levantamento de conhecimento prévio sobre jardim e o que existe nele.

• Questionar as crianças sobre:

 Quais jardins vocês conhecem? Como eles são?

 Você tem um jardim em casa?

 Quais tipos de animais podemos encontrar no jardim?

 Quais cuidados devem ter com o jardim?

 Quem cuida do jardim?



• Construir um quadro a partir das informações das crianças.

• Durante o levantamento de conhecimentos prévios é preciso anotar no quadro as respostas que as crianças oferecem. Deve-se tomar cuidado para não dar informações para as crianças nesse momento. O importante é não informar, mas, registrar as hipóteses problematizando-as.



O QUE SABEMOS? O QUE GOSTARIAMOS DE SABER? O QUE APRENDEMOS


• Após a confecção deste mural, fixá-lo na parede para que no decorrer do projeto elas possam estabelecer entre o que já sabiam, o conhecimento construído e verificar se as curiosidades apresentadas foram tratadas.



2ª Atividade

• Apresentação do projeto.

• Explicar sobre a escolha do tema.

• Falar qual será o produto final do projeto.

• Ouvir a opinião das crianças a respeito do tema.

• Fazer um bilhete informativo aos pais sobre o projeto e pedindo colaboração com revistas, textos e gravuras sobre o tema.





3ª Atividade

• Falar um pouco sobre os bichos de jardim e sobre o jardim, motivando-os a se interessarem sobre o tema da seguinte maneira:

 Quem gostaria de conhecer a vida desses bichinhos?

 Pedir que a partir deste momento, eles tragam de casa materiais referentes ao tema para começarmos a montar uma biblioteca de classe.

 Incentivá-los a freqüentar a biblioteca pra conhecerem os livros e as revistas que tratam do tema. (Visitar a biblioteca do Município e/ou levar diversos portadores textuais com essas informações).

• PARA CASA: Enviar pesquisa para montar a biblioteca.



4ª Atividade

• Convidar o grupo para uma visita ao jardim.

• Estabelecer previamente com o grupo o que vamos observar e os cuidados que devemos ter.

• Socialização em roda de conversa sobre o que foi observado e descoberto. (registrar no quadro da 1ª atividade)

• Pedir que em uma folha de papel as crianças desenhem alguns bichos que podemos encontrar no jardim e tudo o que foi observado no passeio.

• Montar um mural com os desenhos das crianças.



5ª Atividade

• Refletir sobre as questões levantadas com o passeio.

• Oferecer diversos portadores de textos com o tema (jornais, livros, revistas, enciclopédia e outros) para buscar respostas para os questionamentos que já surgiram e pesquisar curiosidades e informações novas.

• Retomar ao quadro inicial para acrescentar novos questionamentos, responder outros e atualizar os registros.

INTERVENÇÃO II

Objetivo

 Despertar interesse pela observação investigação.

 Conhecer a vida de alguns bichos que vivem em jardim.

 Construir um terrário.



6ª Atividade

• Em roda apresentar a idéia de construir um terrário.

• Fazer leitura de um texto informativo sobre “Terrário”.

• Listar com o grupo materiais necessários para a construção do mesmo.

• Caixa de vidro (tipo aquário grande), tela para fechar e evitar que os bichos fujam, terra vegetal, pedriscos ou areia grossa, carvão triturado, pó de xaxim, plantas pequenas, gravetos e folhas secas.



7ª Atividade

• Construção do terrário juntamente com as crianças.



8ª Atividade

• Visita ao jardim para coletar animais que farão parte do terrário.

• Ao chegar na escola introduzir os animais no terrário.

• Confeccionar quadro de registro das observações sobre o terrário.



DATA OBSERVAÇÃO







OBS. Essa atividade deverá ser realizada freqüentemente até o final do projeto.



INTERVENÇÃO III

Objetivo

 Conhecer a vida das formigas e como funciona um formigueiro.



9ª Atividade

• Em roda fazer a leitura do texto informativo sobre as formigas e a rotina no formigueiro. (Revista Ciência Hoje das Crianças. Janeiro / Fevereiro 2005, 2ª ed., pág. 4, 5, 6)

• Socializar com as crianças o que acharam do texto.



10ª Atividade

• Assistir um vídeo do filme “LUCAS E O FORMIGUEIRO” ou “VIDA DE INSETOS”.

• Fazer um paralelo do filme com o que já aprendemos.





INTERVENÇÃO IV

Objetivo

 Conhecer as curiosidades De alguns bichos de jardim e suas características.





11ª Atividade

• Leitura em roda do texto informativo sobre as lagartas. (Revista ciências Hoje das Crianças, outubro 2006, 2ª ed., pág. 7)

• Socializar o texto com o grupo.

• Registrar o que já aprenderam de novo no quadro da atividade 1.



12ª Atividade

• Leitura e discussão do texto informativo “Borboletas”, setembro de 2004, pág. 14.

• Fazer pesquisa na Internet sobre a metamorfose da borboleta ou mariposa. (Utilizar os quebra cabeças que tem na escola que trás a seqüência em desenhos).



13ª Atividade

• Leitura e discussão do texto informativo “Joaninha” (Revista Nosso Amiguinho, novembro de 2003. pág. 14)

• Conversa sobre o texto.



14ª Atividade

• Em roda listar com o grupo outros bichinhos que podemos encontrar no jardim (besouro, vaga-lume, abelhas, tatuzinho-de-jardim, minhocas, cigarra, taturanas, caracol ou caramujo, aranha e grilo).

• Fazer um levantamento com as crianças para verificar os que elas querem conhecer.

• Fazer pesquisa sobre os bichos escolhidos.



15ª Atividade

• Socializar o material encontrado e organizar a ordem para estudá-los.

• Compartilhar curiosidades sobre um dos bichos escolhidos. ( Reservar a 16ª, 17ª, 18ª atividades para estudo dos outros bichos)



19ª Atividade

• Em roda montar um mural informativo com gravuras e curiosidades sobre o jardim e os bichos existentes nele.



INTERVENÇÃO V

Objetivo

 Conhecer e respeitar os profissionais dessa área de trabalho.





20ª Atividade

• Propor ao grupo que convidemos um profissional em jardinagem para visitar a nossa escola.

• Elaborar perguntas para serem feitas a um profissional de paisagismo ou jardinagem sobre a criação de um jardim e a todo o universo que envolve o tema.

• Possíveis perguntas para a entrevista:

 O que usamos para montar um jardim?

 O que você faz para o jardim ficar bonito?

 Você gosta do que faz?

 Há quanto tempo você trabalha com jardinagem?

 Os animais que vivem no jardim prejudicam as plantas?

 Você joga veneno no jardim?

 Por que devemos molhar o jardim?

Lembrem-se que as perguntas devem ser elaboradas com as crianças, a partir de suas curiosidades e interesses.

• Elaborar o convite para o convidado (jardineiro ou paisagista).

21ª Atividade

• Visita do profissional em jardinagem ou paisagismo a escola.

• Entrevista feita pelas crianças.

• Roda de conversa para retomar e discutir as respostas dadas pelo profissional entrevistado.





INTERVENÇÃO VI

Objetivo

 Organizar as informações para o livro.



22ª Atividade

• Organização do livro em tema Dividir o tema “BICHOS DE JARDIM” em sub-temas para a distribuição dos grupos.



a) Grupo 1 – Jardim (passeio, o que foi observado e o que descobrimos).

b) Grupo 2 – Curiosidades sobre os bichos estudados

c) Grupo 3 – Terrário (construção, observação e experiência).

d) Grupo 4 – Relato da visita do jardineiro (o que aprendemos com ele).



23ª Atividade

• Arrumar o pátio com o material que foi preparado durante o projeto e disponibilizar para observação.

• Expor o terrário.



INTERVENÇÃO VII

Objetivo

 Avaliar o que estudamos e o que aprendemos.

 Devolver os bichos ao seu ambiente natural.



24ª Atividade

• Visita ao jardim para devolver os bichos que colocamos no terrário.



25ª Atividade

• Avaliação do projeto.

• Socialização das fotos no decorrer dos trabalhos.



Dentre as atividades do projeto, pode-se citar:

• A listagem dos bichinhos de jardim estudados;

• A observação e estudo de diversos bichinhos coletados: tatu-bola, minhoca, caracol, joaninha, borboleta, abelha, formiga, centopéia, gafanhoto, entre outros, contando com o envolvimento das famílias na coleta de diversas amostras de bichinhos;

• Trabalho com obras da literatura infantil, como as histórias “Tatu-bola”, “A Plantinha e o Caracol”, “A Minhoca Coca”, “A Lagarta e a Borboleta”, “A Cigarra e a Formiga” e outras relativas ao tema, além de poesias como “Minhoca”, de Maria da Graça Almeida “A Joaninha”, de Elias José e “As Borboletas”, de Vinícius de Moraes;

• Construção de texto cooperativo, a partir da obra “Cobra-cega”, de Avelino Guedes, ao qual as crianças deram o título “o Minhoqueiro”;

• Momento Filosófico, trabalhando a questão das diferenças, sentimento de rejeição e acolhimento a partir da obra “A Joaninha Diferente”, de Eunice Braido;

• Jogos matemáticos: “Dez lagartinhas”, trabalhando a contagem, seqüência dos numerais, relação número/quantidade;

• Construção de um mini-jardim, utilizando terra, pedras, mudas de plantas, água e alguns bichinhos, como tatu-bola, centopéia, minhocas, etc;



LEILÃO DE JARDIM



CECÍLIA MEIRELES


QUEM ME COMPRA UM JARDIM COM FLORES?

BORBOLETAS DE MUITAS CORES,

LAVADEIRAS E PASSARINHOS,

OVOS VERDES E AZUIS NOS NINHOS?

QUEM ME COMPRA ESTE CARACOL?

QUEM ME COMPRA UM RAIO DE SOL?

UM LAGARTO ENTRE O MURO E A HERA,

UMA ESTÁTUA DA PRIMAVERA?

QUEM ME COMPRA ESTE FORMIGUEIRO?

E ESTE SAPO, QUE É JARDINEIRO?

E A CIGARRA E A SUA CANÇÃO?

E O GRILINHO DENTRO DO CHÃO?

(ESTE É O MEU LEILÃO).


Confeccione os bichinhos com dobraduras:
















Atividades do poema:









































PROJETO RETIRADO DO BLO GGER EXPERIÊNCIAS EM EDUCAÇÃO

JUSTIFICATIVA
Os jardins despertam a atenção das crianças por ser um espaço que, além de bonito, é vivo, cheio de plantas e povoado por formigas, minhoca, borboletas e outros bichos que despertam um real fascínio e curiosidade nas crianças.
Para atender aos interesses das crianças e contribuir para ampliação de seus conhecimentos propomos o Projeto Bichos de Jardim, pois permite tanto valorizar o espaço jardim quanto conhecer os bichos que ali moram, dando as crianças a oportunidade de desenvolver atitudes de respeito e preservação com o meio ambiente e com os animais.
O produto final do Projeto será a realização de um seminário apresentado para as outras turmas da escola e exposição dos trabalhos realizados no decorrer do projeto.
OBJETIVO GERAL
Construir conhecimentos sobre o universo do jardim e os bichos que o compõem envolvendo a prática de observação, comparação de um jardim e do terrário construído pelo grupo, cuidados com o mesmo, e descoberta de curiosidades.
INTERVENÇÃO I
Objetivo
Conhecer o Projeto de Natureza e Sociedade - BICHOS DE JARDIM e levantar os conhecimentos prévios acerca do tema.
Visitar um jardim pra observação e levantamento de dados para o estudo.
1ª Atividade
  • Roda de conversa para levantamento de conhecimento prévio sobre jardim e o que existe nele.
  • Questionar as crianças sobre:
Quais jardins vocês conhecem? Como eles são?
Você tem um jardim em casa?
Quais tipos de animais podemos encontrar no jardim?
Quais cuidados devem ter com o jardim?
Quem cuida do jardim?
  • Construir um quadro a partir das informações das crianças.
  • Durante o levantamento de conhecimentos prévios é preciso anotar no quadro as respostas que as crianças oferecem. Deve-se tomar cuidado para não dar informações para as crianças nesse momento. O importante é não informar, mas, registrar as hipóteses problematizando-as.



O QUE SABEMOS?
O QUE GOSTARIAMOS DE SABER?
O QUE APRENDEMOS




  • Após a confecção deste mural, fixá-lo na parede para que no decorrer do projeto elas possam estabelecer entre o que já sabiam, o conhecimento construído e verificar se as curiosidades apresentadas foram tratadas.
2ª Atividade
  • Apresentação do projeto.
  • Explicar sobre a escolha do tema.
  • Falar qual será o produto final do projeto.
  • Ouvir a opinião das crianças a respeito do tema.
3ª Atividade
  • Falar um pouco sobre os bichos de jardim e sobre o jardim, motivando-os a se interessarem sobre o tema da seguinte maneira:
Quem gostaria de conhecer a vida desses bichinhos?
Incentivá-los conhecerem os livros e as revistas que tratam do tema. (levar diversos portadores textuais com essas informações).
4ª Atividade
  • Convidar o grupo para uma visita ao jardim.
  • Estabelecer previamente com o grupo o que vamos observar e os cuidados que devemos ter.
  • Socialização em roda de conversa sobre o que foi observado e descoberto. (registrar no quadro da 1ª atividade)
  • Pedir que em uma folha de papel as crianças desenhem alguns bichos que podemos encontrar no jardim e tudo o que foi observado no passeio. (desenho com dedos)
  • Montar um mural com os desenhos das crianças.
5ª Atividade
  • Refletir sobre as questões levantadas com o passeio.
  • Oferecer diversos portadores de textos com o tema (jornais, livros, revistas, enciclopédia e outros) para buscar respostas para os questionamentos que já surgiram e pesquisar curiosidades e informações novas.
  • Retomar ao quadro inicial para acrescentar novos questionamentos, responder outros e atualizar os registros.

INTERVENÇÃO II
Objetivo
Despertar interesse pela observação investigação.
Conhecer a vida de alguns bichos que vivem em jardim.
Construir um terrário.
6ª Atividade
  • Em roda apresentar a idéia de construir um terrário.
  • Fazer leitura de um texto informativo sobre "Terrário".
  • Listar com o grupo materiais necessários para a construção do mesmo.
  • Caixa de vidro (tipo aquário grande), tela para fechar e evitar que os bichos fujam, terra vegetal, pedriscos ou areia grossa, carvão triturado, pó de xaxim, plantas pequenas, gravetos e folhas secas.
7ª Atividade
  • Construção do terrário juntamente com as crianças.
8ª Atividade
  • Visita ao jardim para coletar animais que farão parte do terrário.
  • Ao chegar na escola introduzir os animais no terrário.
  • Confeccionar quadro de registro das observações sobre o terrário.

DATA
OBSERVAÇÃO



   OBS. Essa atividade deverá ser realizada freqüentemente até o final do projeto.
INTERVENÇÃO III
Objetivo
Conhecer a vida das formigas e como funciona um formigueiro.

9ª Atividade
  • Em roda fazer a leitura do texto informativo sobre as formigas e a rotina no formigueiro. (Revista Ciência Hoje das Crianças. Janeiro / Fevereiro 2005, 2ª ed., pág. 4, 5, 6)
  • Socializar com as crianças o que acharam do texto.
10ª Atividade
  • Assistir um vídeo do filme "Formiguinha Z".
  • Fazer um paralelo do filme com o que já aprendemos.
INTERVENÇÃO IV
Objetivo
Conhecer as curiosidades De alguns bichos de jardim e suas características.
11ª Atividade
  • Leitura em roda do texto informativo sobre as lagartas. (Revista ciências Hoje das Crianças, outubro 2006, 2ª ed., pág. 7)
  • Socializar o texto com o grupo.
  • Registrar o que já aprenderam de novo no quadro da atividade 1.
12ª Atividade
  • Leitura e discussão do texto informativo "Borboletas", setembro de 2004, pág. 14.
  • Fazer pesquisa na Internet sobre a metamorfose da borboleta ou mariposa. (Utilizar os quebra cabeças que tem na escola que trás a seqüência em desenhos).
13ª Atividade
  • Leitura e discussão do texto informativo "Joaninha" (Revista Nosso Amiguinho, novembro de 2003. pág. 14)
  • Conversa sobre o texto.
14ª Atividade
  • Em roda listar com o grupo outros bichinhos que podemos encontrar no jardim (besouro, vaga-lume, abelhas, tatuzinho-de-jardim, minhocas, cigarra, taturanas, caracol ou caramujo, aranha e grilo).
  • Fazer um levantamento com as crianças para verificar os que elas querem conhecer.
  • Fazer pesquisa sobre os bichos escolhidos.
15ª Atividade
  • Socializar o material encontrado e organizar a ordem para estudá-los.
  • Compartilhar curiosidades sobre um dos bichos escolhidos. ( Reservar a 16ª, 17ª, 18ª atividades para estudo dos outros bichos)
19ª Atividade
  • Em roda montar um mural informativo com gravuras e curiosidades sobre o jardim e os bichos existentes nele.
INTERVENÇÃO V
20ª Atividade
  • Arrumar o pátio com o material que foi preparado durante o projeto e disponibilizar para observação.
  • Convidar as outras turmas para visitarem nosso projeto e nossas descobertas
  • Expor o terrário.
  • Apresentação do seminário.
INTERVENÇÃO VII
Objetivo

  • Avaliar o que estudamos e o que aprendemos.
  • Devolver os bichos ao seu ambiente natural.
21ª Atividade
  • Visita ao jardim para devolver os bichos que colocamos no terrário.
22ª Atividade
  • Avaliação do projeto.
  • Socialização das fotos no decorrer dos trabalhos.

EDUCAÇÃO ADVENTISTA


SEQUÊNCIA DIDÁTICA: BICHINHOS DE JARDIM


TEMPO PREVISTO: Aproximadamente dois meses.


OBJETIVO: Conhecer os cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por meio de criação e cultivo.


INTERDISCIPLINARIDADES POSSÍVEIS: Linguagem, Matemática e Artes visuais.


ETAPAS PROVÁVEIS:

*Em roda, apresentar o novo tema de pesquisa e realizar um levantamento, junto ao grupo, dos animais que poderá ser encontrados no jardim que será observado na próxima etapa do trabalho.

O tema pode ser apresentado a partir de uma imagem.

Nesta etapa, é importante registrar as hipóteses das crianças, para que possam ser retomadas ao longo da pesquisa.

*Observação no local de visitação.

Observar pequenos animais (minhoca, borboleta, joaninha, tatu-bola, gafanhoto, abelha) de um jardim dentro ou perto da comunidade escolar.

Nesta etapa, é importante que as crianças registrem os animais que encontrarem no meio do jardim. O registro pode ser realizado por meio de escrita e/ou desenho.

*Em roda, realizar uma análise junto ao grupo, retomando as hipóteses iniciais das crianças sobre os animais que imaginavam encontrar em um jardim e os que realmente foram encontrados na etapa anterior. É importante realizar esta conversa pautada nos registros iniciais do trabalho, para que as crianças possam comparar suas idéias iniciais com o que puderam observar durante este primeiro momento da pesquisa.

*Em roda, conversar com as crianças sobre as possibilidades de estudo dos animais considerando o jardim como um espaço aberto, que não garante a observação em um tempo muito prolongado (dias, por exemplo).

Refletir com o grupo sobre como poderiam observar os animais por um tempo prolongado, para que pudessem conhecer suas características físicas, diferentes formas de locomoção e alimentação, garantindo seu bem-estar.

Nesta etapa, é importante registrar as idéias das crianças sobre a realização da observação dos animais por um tempo prolongado e as hipóteses de onde os colocar durante o tempo de pesquisa.

*Apresentação do terrário. Nesta etapa, é importante retomar a conversa realizada na etapa anterior, na qual as crianças foram convidadas a pensar em como poderiam observar os animais de jardim por um grande período de tempo sem colocá-los em risco.

Apresentar o terrário como um local apropriado para a realização de investigações sobre os animais de jardim, pontuando a importância de devolver estes animais para seu local de origem após o período de pesquisa.

Mostrar, por meio de uma figura de terrário, os materiais necessários para sua montagem e como se dará sua manutenção durante o período de pesquisa.

*Montagem do terrário. Retomar com o grupo a etapa anterior, na qual o professor mostrou o terrário como um local adequado para a colocação dos animais durante o tempo de pesquisa. Relembrá-los dos materiais necessários para sua montagem e mãos à obra!

*Coleta dos animais de jardim.

Voltar com os alunos ao jardim observado e levar o terrário para a coleta dos animais. Esses animais devem ser de pequeno porte, como caracol, tatu-bola, minhoca, joaninha, etc. Após colocar os animais no novo habitat, tampar a caixa mantendo uma abertura para a respiração, que pode ser feita com furos ou usando uma tela.

Nesta etapa, é importante orientar as crianças sobre como coletar essas espécies sem que haja riscos tanto para elas quanto para os animais.

*Observação do terrário.

Durante um período prolongado de tempo, em horários combinados com o professor, os alunos podem observar como os animais interagem, suas características físicas, como se locomovem e como se alimentam da vegetação ali plantada. É interessante que o terrário fique em uma altura possível de ser observada pelas crianças durante todo o período de aula.

Durante os períodos de observação coletiva, mediada pelo professor, é importante registrar as falas das crianças sobre suas observações, para que possam ser retomadas ao longo do processo e sistematizadas ao final da pesquisa.

*Sistematização das informações registradas sobre os animais durante os momentos de observação coletiva.

Para esta etapa, é importante retomar, junto ao grupo, as informações registradas durante os períodos de observação, produzindo um texto coletivo que integre as informações pesquisadas. Para isso, o professor pode realizar o papel de escriba,anotando o texto produzido verbalmente pelos alunos.

Pode ser confeccionado um painel contendo os registros das crianças sobre os animais observados, fotos dos processos de observação do terrário e o texto produzido coletivamente, no qual as crianças sistematizam as informações pesquisadas. Feito isso, expor o terrário observado e a pesquisa realizada para toda a comunidade escolar.

*Devolução dos animais para o jardim de onde foram retirados.

Terminado o período de pesquisa e observação dos animais de jardim, as crianças devem devolvê-los para sem ambiente natural.


fonte: NOVOS CAMINHOS - ED. DCL

COLÉGIO MARISTA MEDIANEIRA   Professora marista Ângela Maria Guarnieri de Oliveira, do Nível II do Medianeira,  destaque do mês de junho da revista especializada: Guia Prático para Professores da Educação Infantil.

Os alunos da
Educação Infantil tiveram a oportunidade de participar de atividades significativas fora da sala de aula. Essas atividades fazem parte do Projeto Conhecendo os Bichinhos de Jardim, desenvolvido com o objetivo de proporcionar a observação, a análise e o estudo das características e peculiaridades dos bichinhos, estimulando a curiosidade e a pesquisa.

A criança, em suas relações com o ambiente que a cerca, concebe a natureza a seu modo. Porém, à medida em que ela cresce e se depara com fenômenos, fatos e objetos novos, ocorrem mudanças fundamentais na sua maneira de ver o mundo. Este processo de desconstruir antigos conceitos e construir novos, reorganizando as idéias e modificando o pensamento e, portanto, o conhecimento, é o ato de aprender.

Assim, a Educação Infantil da escola, dentro do eixo Meio Ambiente, tem como objetivo ajudar as crianças a transformar suas concepções e formular novas representações do mundo, propondo situações de aprendizagem que fomentem a curiosidade, a descoberta do novo, a busca e formulação de explicações para os fenômenos e acontecimentos do mundo natural e social. E o trabalho com projetos possibilita a interação da temática principal com as diversas áreas do conhecimento, fazendo com que a aprendizagem ocorra de forma contextualizada.

Dentre as atividades do projeto, pode-se citar:
  • A listagem dos bichinhos de jardim estudados;
  • A observação e estudo de diversos bichinhos coletados: tatu-bola, minhoca, caracol, joaninha, borboleta, abelha, formiga, centopéia, gafanhoto, entre outros, contando com o envolvimento das famílias na coleta de diversas amostras de bichinhos;
  • Trabalho com obras da literatura infantil, como as histórias “Tatu-bola”, “A Plantinha e o Caracol”, “A Minhoca Coca”, “A Lagarta e a Borboleta”, “A Cigarra e a Formiga” e outras relativas ao tema, além de poesias como “Minhoca”, de Maria da Graça Almeida “A Joaninha”, de Elias José e “As Borboletas”, de Vinícius de Moraes;
  • Construção de texto cooperativo, a partir da obra “Cobra-cega”, de Avelino Guedes, ao qual as crianças deram o título “o Minhoqueiro”;
  • Momento Filosófico, trabalhando a questão das diferenças, sentimento de rejeição e acolhimento a partir da obra “A Joaninha Diferente”, de Eunice Braido;
  • Jogos matemáticos: “Dez bolinhas para a joaninha”, trabalhando a contagem, seqüência dos numerais, relação número/quantidade;
  • Construção de um mini-jardim, utilizando terra, pedras, mudas de plantas, água e alguns bichinhos, como tatu-bola, centopéia, minhocas, etc;
  • Preparo e degustação do Bolo Formigueiro, entre outras atividades que proporcionaram a aprendizagem significativa.
O estudo culminou com a passagem do Dia de São Francisco de Assis, santo protetor dos animais e da natureza (4/10). Neste dia, as crianças conheceram a história de São Francisco e fizeram orações lembrando seus bichinhos de estimação e a natureza como um todo.